Revolucionar costumes e valores de uma época não é tarefa fácil. É ir contra todos os conceitos da sociedade em que se vive para conseguir uma mudança significativa. As mulheres fizeram isso com bastante trabalho e suor. Elas lutaram, estudaram, trabalharam e enfim conquistaram. Essa conquista está bem caracterizada. A mulher tem bastante participação, e não é mais tão excluída socialmente.
Já os homens nunca precisaram de uma revolução para se impor. Sempre foram os donos da política, do trabalho, da economia. Eles estão presentes em todas as instituições das quais fazemos parte, e isso é de direito e dever deles desde os tempos primórdios.
O que vemos nos índices hoje é que de uma hora pra outra, o homem do século XXI parece sentir falta de algo. Uma essência que em si se fez desnecessária com o tempo pela discriminação. Estamos cercados de pessoas que subjugam outros sem nenhum objetivo, e acabam gerando preconceitos sobre atos e vontades que são, em sua matriz profunda, de perfeita aceitação.
O pai de hoje está muito mais conectado, sentimentalmente e ideologicamente, ao seu filho. O homem de negócios se preocupa com sua fala e sua boa postura. O namorado sente necessidade de estar bonito e bem vestido para sua namorada. Percebemos, então, uma adesão de papéis femininos no contexto de vida masculino.
A diferença está em como essa nova revolução se faz. Não alarde nossos ouvidos, enchendo nossas cabeças com conceitos errôneos, como foi a revolução feminina. Aos poucos, a sociedade vai aceitando o fato de que os homens estão mudando. Eles são bem mais aceitos e inseridos do que elas, mesmo estando em transição. Isso nos remete ao fato de que o mundo em que vivemos é extremamente preconceituoso.
Quem sabe quando nós, os reais fundadores e personagens de nossas realidades, nos dermos conta de quão errados estamos em relação ao certo e errado, bonito e feio, teremos uma mudança significativa, pois, por mais que sejamos livres, vemos sancionado o direito de sermos quem realmente gostaríamos de ser por imposição daqueles que se acham donos da razão. Na verdade, são frustrados e têm medo de se expor e ir à luta a favor de seus direitos e é por isso que não vemos uma inserção social por parte de ambos os sexos e a quebra dos paradigmas que ainda circundam nossas vidas.
A verdade é que não existe diferença nos gêneros quando se trata dos papéis sociais de cada um, esse é o fato com o qual estamos lidando e não estamos enxergando em sua totalidade. Temos que pregar a diversidade e igualdade entre os sexos; assim como deveria ter sido desde sempre, e que, acreditando no potencial do ser humano, será para sempre.

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