O eterno se desfaz

terça-feira, 13 de abril de 2010

Possuo escondido no fundo do meu guarda roupa uma caixa de sapatos velha e pequena que contêm lembranças. Lembranças em forma de cartas escritas com letras de forma, fotos de um passado não tão distante, ingressos de cinema dos filmes que mais me marcaram, e até mesmo o que posso considerar como sendo lixo. Mas guardo esses pertences como uma forma de lembrar de um tempo que só me é permitido visitar através da memória.
Viajando absorto nos pensamentos de como tudo mudou de uma hora pra outra, começo a observar como a felicidade antes vivida por mim era pequena em relação ao que possuo hoje. Vejo como se aqueles momentos alegres, agora meros retratos ou cartas, fossem uma ponte que me levaram até o forte sentimento que hoje sinto. Sim, estou amando e tenho dificuldades de me encontrar dentro desse mundo de sentimentos que definem o amar.
Ao contrário do que possa parecer não me queixo. Muito pelo contrário, agradeço todos os dias pelo grande reviravolta em que me vi metido nos últimos meses. O que achei curioso e me interessou questionar ao ver as memórias guardadas naquela caixa, é o que sinto quando estou em contato com elas.
Sinto saudade. Essa é a palavra em questão. Saudade daquele tempo em que não me passava pela cabeça que um dia sentiria falta do que possuía de tão valioso. Estou falando de um desses momentos em que você para e pensa sobre como está sua vida. Tudo que mudou. Tudo que você tinha... seus sonhos, seus amigos, e que agora estão ou não ainda presentes na sua vida. E nesse momento você equilibra tudo e vê o que valeu a pena ou não.
Dessa forma, a vida vai seguindo seu ciclo equilibrado, com perdas e ganhos. Sentir falta do que perdemos é um fardo que levaremos pra sempre na grande batalha que ainda temos pela frente. Uma grande virtude é saber fazer bom uso e dar valor aos ganhos que temos durante nossa jornada. Afinal, o tempo nos tira o que ele mesmo nos deu, e nos dá a chance de reconquistar o que julgamos ser primordial. No fundo, não há com o que se preocupar. O universo é justo.

1 comentários:

Anônimo disse...

Bem...
Estava aqui me preparando pra ir dormir e seu brother me informa que vc agora é blogueiro... mais que rapidamente corri pra frente do not pra espiar tal novidade...
Fico feliz em saber que aquele menino que conheci me questionando sobre problemas matemáticos envolvendo divisão cresceu, evoluiu e aprendeu a dividir (não olha mais pro umbigo! rsrs)
Percebi tb que sua sensibilidade perpassa suas atitudes, me emocionei com o seu texto, chorei... rsrs! sério... Muito bom ler um texto em que a emoção fala mais alto... disse aquilo que eu precisava...
Continue se empenhando, torço muito por vc, sei que é capaz de coisas surpreendentes!!!!
Bjokas de sua cunhadinha preferida!! (oficialmente vc só tem uma! rsrsr, vou ficando com o título enquanto ainda posso!)

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